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Coco babaçu e história das quebradeiras serão destaques em programa culinário


No sábado (13/01), a equipe do programa culinário Sabores da Floresta desceu na aldeia Vila Nova, território indígena Akroá Gamela Taquaritiua, em Viana – MA para conhecer a riqueza do coco babaçu. Organizado pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, a Regional Baixada Maranhense recebeu o chef de cozinha do Pará, Thiago Castanho para conhecer toda a cadeia produtiva do babaçu e entender um pouco da história de luta e resistência das quebradeiras de coco babaçu. O babaçu fará parte da segunda temporada do programa Sabores da Floresta, da GNT.


Após percorrer pelo território, guiado pelas quebradeiras de coco do MIQCB, a equipe conheceu o processo de coleta e quebra do coco. Durante a atividade, as quebradeiras falaram sobre suas lutas pela preservação dos babaçuais, pela implementação da Lei Babaçu Livre, pela regularização coletiva dos territórios das quebradeiras de coco babaçu, pela valorização do modo de vida tradicional.


“Foram dias de muito aprendizado aqui pelo Maranhão, gravando 2 episódios para o Programa Sabores da Floresta sobre a vinagreira e outro sobre o Babaçu. O babaçu em especial mostra o quanto um ingrediente muitas vezes não representa apenas algo para comer, mas além disso toda uma história de luta de um povo em busca de manutenção da sua cultura, território, segurança alimentar e liberdade. Já tinha vindo por aqui em 2013, conheci dona Dijé, uma grande líder comunitária. E dessa vez conheci a dona Rosa, dona de uma força incrível junto as mulheres da comunidade”, declarou o apresentador Thiago Castanho.


As quebradeiras de coco Rosa Gregória, a coordenadora executiva do Miqcb, Vitória Balbina juntamente com outras companheiras das comunidades tiveram a missão de apresentar os trabalhos desenvolvidas pelas quebradeiras para a equipe do Programa. A visita e as gravações encerraram com a degustação de uma deliciosa farofa de gongo (bicho do coco babaçu).


“Ficamos muito contentes em mostrar o potencial do coco babaçu num programa de culinária. Podemos fazer muitos alimentos gostosos a base do coco babaçu”, frisou, Vitória Balbina, coordenadora Miqcb.


Do babaçu nada se perde. Das amêndoas faz-se azeite, óleo. Do coco, as quebradeiras retiram uma massa que se transforma numa farinha extremamente nutritiva, o mesocarpo. Além disso, da casca do coco é possível fazer artesanato, carvão. Da palha é possível fazer casa, esteira e do troco da palmeira quando entra em decomposição é possível fazer adubo para a produção.


“A palmeira de babaçu é nossa mãe e a gente luta todos os dias para protegê-la e para conquistar nossos direitos. Há anos as comunidades indígenas, quilombolas e as quebradeiras vêm perdendo nossos territórios para grileiros. A nossa luta é grande e esperamos que por meio desse programa e de outros espaços na mídia possamos avançar na luta”, declarou Rosa Gregória.

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