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Corpos e territórios livres é tema do 14º Encontrão da Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais-MA


Nos dias 20 a 25 de julho, a Teia dos Povos e Comunidades do Maranhão realizou o seu 14º Encontrão, na Comunidade Quilombola Bica, Território Quilombola Aldeia Velha, Pirapemas-MA. O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB das Regionais Imperatriz, Mearim e Baixada Maranhense, integra a Teia e participou da ação. O 14º Encontrão discutiu a temática: “Com corpos e territórios livres, tecemos o Bem Viver”.


Ao som de cantos, tambores e maracás, pés quilombolas, indígenas, sertanejos, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, sertanejos, camponeses e demais aliados tecem uma luta coletiva em defesa dos territórios livres.



No início da manhã do primeiro dia, as quebradeiras de coco do Miqcb fizeram uma mística e denunciaram as graves violências e agressões que enfrentam por causa do agronegócio e toda a logística do capital dentro das comunidades, um modelo que tem matado palmeiras, pessoas e animais.


Ao longo da programação os participantes debateram sobre várias formas de violências: físicas, psicológicas, de gênero, machismo, lgbtfoobia e feminicídio dentro dos territórios. A programação seguiu com pautas pela defesa da sociobiodiversidade, dos biomas, dos saberes tradicionais, da soberania e segurança alimentar, pelo respeito aos corpos e territórios sagrados e ancestrais e no fortalecimento da articulação autônoma e coletiva. Com trocas de relatos, experiências e sementes.



“O 14º Encontrão da Teia foi um momento de partilha de saberes. Nos unimos com vários companheiros e companheiras para falarmos de luta pela vida e resistência por corpos e territórios livres, pois só com corpos e territórios livres, tecemos o bem viver”, destacou Rosa Gregória, quebradeira de coco babaçu da Regional Baixada Maranhense.


Território Quilombola Aldeia Velha - Formada por 11 comunidades e atravessada pela estrada de ferro da Transnordestina, desde a década de 70, o Território Quilombola Aldeia Velha tem um histórico de esbulho, grilagem e expulsão de suas terras, diante da chegada de fazendeiros de pecuária. As famílias que vivem no território relatam diversas situações de queimadas, matanças de animais, cercamento de áreas de uso comum e envenenamento das águas, pulverização de inseticidas e destruição de mata nativa. As comunidades lutam pela defesa e permanência no território, com um forte protagonismo das mulheres.




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