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Fundo Babaçu integra a Rede de Fundos Comunitários da Amazônia


Entre os dias 09 a 11 de maio, a coordenadora geral do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu-MIQCB, Maria Alaídes e a coordenadora técnica do Movimento, Luciene Dias Figueiredo reuniram-se com representantes dos principais Fundos Comunitários e Socioambientais da Amazônia para compartilhar experiências e dialogar sobre os desafios de criação da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia.


As atividades aconteceram em Belém-PA e teve como objetivo a construção de aliança entre os fundos comunitários, no intuito construir uma agenda que contribua no fortalecimento e ações conjuntas para acesso aos recursos financeiros de apoio aos povos e comunidades tradicionais e as organizações amazônicas.



Durante a programação, a Maria Alaídes apresentou as ações do Fundo Babaçu, uma conquista das mulheres do MIQCB. Foi criado em outubro de 2012 e o primeiro edital foi lançado em 2013. Até o momento foram lançados quatro editais com recursos na ordem de mais de meio milhão de reais (R$ 519.274,00 mil), beneficiando 41 organizações com projetos socioambientais nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. Hoje, o Fundo é gerido de forma participativa pelo Comitê Gestor do Fundo Babaçu, que envolve 16 organizações parceiras.


“Os principais objetivos do Fundo Babaçu é promover e operacionalizar o acesso a recursos de caráter não reembolsável para ações de agricultura e extrativismo de base agroecológica e econômico-solidária; incentivar a conservação da sociobiodiversidade existente nas florestas de babaçu, por meio da ampliação do acesso a fontes de recursos e de políticas públicas; apoiar ações voltadas à segurança alimentar e nutricional e geração de renda, para a melhoria da qualidade de vida de povos e comunidades tradicionais e outras comunidades que vivem em regime de produção familiar nos babaçuais, dentre outros”, explicou Alaídes.



O encontro reuniu representantes de sete Fundos: Fundo Babaçu, Fundo Dema, Fundo Podáali, Fundo FIRN, Fundo Mizizi Dudu, Fundo Luzia Dorothy e Fundo Puxirim e teve apoio da Ação Social Franciscana-Sefras e da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional- Fase.


“Esse tipo de atividade proporciona um intercâmbio fundamental. É muito importante que os Fundos que atuam com propostas de fortalecer às comunidades dialoguem, se conheçam. Essa partilha fortalece as nossas relações e a construção da Rede de Fundos Comunitários Socioambientais da Amazônia. Por exemplo, o Fundo Dema compartilhou sua trajetória ao longo dos 20 anos de atuação, para nós que somos um Fundo criado recentemente, estar aqui neste momento de troca é enriquecedor”, analisa Valéria Paye, diretora executiva do Podáali.


Próximos Passos


A imersão resultou no fortalecimento da identidade da Rede, que agora está denominada como Rede de Fundos Comunitários da Amazônia e a construção de um planejamento de agendas de incidência nos espaços públicos como: nos Parlamentos, Ministérios dos Povos Indígenas e Ministério de Igualdade Racial, além de participações em eventos como o Encontro de países Pan-Amazônicos e a Assembleia dos Povos da Terra pela Amazônia. Para avançar foi criada uma comissão dentro da rede de fundos, tendo um representante de cada fundo para realizar outras demandas que surgirem na rede.

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