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  • Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu

MIQCB participa de atividade do Dia do Cerrado, no território na Chapada dos Veadeiros, em Goiás


Entre os dias 8 a 10 de setembro a coordenadora geral do Miqcb, Maria Alaídes participou do Festival Ilumine, na Aldeia Multiétnica, que é um território na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Um espaço dedicado ao fortalecimento das culturas e lutas políticas dos povos indígenas e quilombolas, com princípios de preservação, promoção e acesso ao patrimônio material e imaterial brasileiros. O Festival é um evento musical e cultural com uma programação eclética e reflexiva sobre o ser humano e o mundo à sua volta, com shows, danças, yoga, vivências e debates construtivos. A Programação fez parte das comemorações do Dia do Cerrado, celebrado em 11 de setembro.


Nesse período, vários povos indígenas se reúnem para apresentar seus saberes, modos de fazer e usos e costumes de diversas maneiras (cantos, dança, gastronomia, pinturas corporais, arte); compartilhar as lutas por seus direitos originários e para manter suas culturas e territórios tradicionais; e debater com indígenas e não-indígenas as temáticas a respeito da realidade nas aldeias, por meio de rodas de conversa e da convivência diária com os participantes.



A coordenadora geral do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu – Miqcb, Maria Alaides participou do evento e representou as quebradeiras dos Estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins durante o evento.


“As quebradeiras de coco babaçu são mulheres que estão na Amazônia, no Cerrado e em outros biomas, é por isso que estamos aqui, para somar com esse grande movimento em favor e em defesa do cerrado. Acreditamos na força e na união dos movimentos sociais de vários segmentos que estão aqui para lutar contra as agressões e malefícios ocasionados pelo agronegócio que está poluindo nossas águas, nossos alimentos, afetando a segurança alimentar das nossas famílias e ameaçando nossos territórios. Então, esse dia demonstrou a potência do Cerrado e a urgência em chamar cada vez mais a atenção para as necessidades do bioma, com políticas que olhem para o combate ao desmatamento e incentivem a produção sustentável da sua sociobiodiversidade”, destacou, Maria Alaídes.



Um dos destaques do evento foi a tradicional corrida de tora realizada no dia 11 de setembro, às 10h, pelos indígenas das etnias Xavante e Timbira. Essa tradição é realizada há mais de 20 anos e simboliza um manifesto político-cultural dos povos originários em defesa de seus territórios. O ato foi a abertura do Dia do Cerrado no Eixão de Brasília, organizado pela Rede Cerrado e diversas organizações socioambientais que fazem parte do coletivo.


Emicida, Luedji Luna, Marcelo Rosenbaum, Alê Luglio, Carolina Nocetti, foram alguns dos artistas que ajudaram a dar voz em defesa do cerrado.


O Cerrado



O bioma de árvores de raízes profundas está em 15 estados brasileiros, em 22% do território nacional e alimenta oito das 12 grandes bacias hidrográficas brasileiras. Especialistas explicam que a vegetação do Cerrado absorve a água da chuva e a deposita em reservas subterrâneas, os aquíferos. Por isso, ele é considerado o berço das águas. Sua flora possui mais de 12,3 mil espécies de plantas e sua fauna abriga cerca de 30% de toda a diversidade brasileira. Além da biodiversidade, o cerrado abriga diversos povos e comunidades tradicionais, que incluem quilombolas, indígenas, agricultores familiares, com uma rica tradição de convivência sustentável com a natureza.




crédito das fotos: Mele Dornelas/Acervo ISPN

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