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Representantes de 08 países integraram comitiva com o Miqcb para conhecer atuação das quebradeiras de coco na Regional Mearim, no Maranhão

Entre os dias 26 a 28 de maio, uma comitiva formada pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu - MIQCB, Fundo Babaçu, The Tenure Facility e Norad – Agência Norueguesa para o Desenvolvimento, estiveram na Regional Mearim, no Maranhão, para conhecer o modo de vida das mulheres quebradeiras de coco babaçu, os grupos produtivos, a atuação das mulheres na defesa dos territórios e como o Fundo Babaçu contribui no fortalecimento de projetos agroextrativistas de geração de renda nos territórios.


A atividade contou com o apoio da Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão – ASSEMA, Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Lago do Junco LTDA – COPPALJ, Associação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura (ACESA).


Para realização das atividades foram formados dois grupos. O primeiro conheceu experiências no Quilombo Monte Alegre, situado na cidade de São Luís Gonzaga, onde os parceiros conheceram uma parte do modo de vida da comunidade, que foi desde da busca do coco babaçu na floresta, até o momento cultural, onde foi apresentado a dança do Tambor de Crioula, típico da região e que é passado de geração para geração.


Para Aurélio Viana, representante da Tenure Facillity, o momento com a comunidade representou de forma lúdica, não só o modo de vida das pessoas beneficiadas pelos programas desenvolvidos pelo MIQCB e o Fundo Babaçu, como também a satisfação de ver o andamento da comunidade e seus saberes. “Para nós, estarmos aqui hoje, nos proporcionou, ver in loco o andamento das atividades que celebramos junto ao Fundo Babaçu e o MIQCB, estar aqui, ver a comunidade nos recebendo tão bem, fez com que pudéssemos sentir o dever sendo realizado”, disse.


Já no dia 28 a equipe visitou a Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Lago do Junco LTDA – COPPALJ, onde puderam observar atentamente todo o processo produtivo do óleo de babaçu. De acordo com a presidente da COPPALJ, Conceição de Maria a visita da equipe de apoiadores proporcionou um momento de troca de experiências e também de mostrar de forma prática o andamento dos projetos realizados pela Cooperativa. “Para nós esse momento foi de suma importância, pois pudemos apresentar nosso processo produtivo e suas etapas, desde do recolhimento da amêndoa do coco babaçu, até a forma como distribuímos nossos produtos”, afirmou.


Para a coordenadora geral do MIQCB, Maria Alaides a visita da equipe foi um momento de grande representação para o trabalho realizado pelo MIQCB. “Nós estamos aqui para mostrar a força das quebradeiras de coco babaçu na defesa de seus territórios e seus modos de trabalho, esperamos poder contar com os nossos apoiadores para continuarmos a desenvolver as nossas pautas, garantindo o nosso modo de vida e a nossa luta por um amplo debate sobre o meio socioambiental”, disse.


Projetos produtivos: A segunda equipe, logo nas primeiras horas da segunda-feira, 27, foi ao município de São Luís Gonzaga-MA, no Maranhão para conhecer projetos e ações exitosas que são apoiadas pelo Fundo Babaçu.


A primeira visita foi na Escola Família Agrícola de São Luís Gonzaga- EFA. A escola tem a modalidade pedagogia de formação por alternância. O espaço atende filhas e filhos de famílias rurais dos municípios de São Luís Gonzaga, Lago Verde, Alto Alegre e Bacabal. A instituição conta com o importante apoio do Fundo Babaçu, no que diz respeito a investimentos em capacitações.


Em seguida, a comitiva conheceu o belíssimo trabalho desenvolvido pelo grupo de mulheres quebradeiras de coco e artesãs, Josina’s de Fibra. As mulheres produzem várias peças (Bolsas, agendas, cadernos, jogos de pratos, sacolas) utilizando fibra de bananeira consorciadas com o coco babaçu. Recentemente o grupo foi contemplado com recurso do Fundo Babaçu para fortalecer a atividade produtiva.


“Estamos muito contentes em receber pessoas e organizações que nos apoiam. Ficamos felizes em mostrar nosso trabalho, que é feito de forma artesanal onde utilizamos fibras de bananeira e do coco babaçu. Só temos a agradecer esse incentivo do Fundo Babaçu e de todos os parceiros que nos apoiam”, declarou Cleone Silva, do grupo produtivo Josina de Fibras.


O Fundo Babaçu-  nasceu em 2012, da experiência do MIQCB com o Fundo Rotativo de Microcrédito, gerido e acessado pelas mulheres para o desenvolvimento de pequenos projetos agroextrativistas de geração de renda. Um dos principais objetivos do Fundo é captar recursos de caráter não reembolsável para ações de agricultura e de extrativismo de base agroecológica e economia solidária.





























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