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MIQCB defende comunicação independente e voltada para a garantia dos direitos de povos e comunidades tradicionais

26-Oct-2017

“Não somos obrigados a nos comunicar da forma que o sistema determina, devemos divulgar a informação da nossa maneira, é assim que nossas comunidades nos compreendem”, as palavras de Rosenilde Gregório (Rosa), coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) durante mesa redonda do seminário Poder e  Comunicação demonstra a importância de uma comunicação responsável, ética e compreendida como um instrumento para acesso a outros direitos como à saúde, à educação e ao território. Na finalização dos trabalhos, que durou dois dias (24 e 25 no auditório da Universidade Federal do Maranhão), houve consenso de que o direito à comunicação inclui não somente o direito ao acesso à informação, mas também o direito de transmitir informações.
 

“Os povos e comunidades tradicionais precisam criar e propagar informações próprias, sem depender de mediadores, o nosso modo de ser e de viver tem que aparecer”, defendeu Inaldo Kum´tum Akroá do povo indígena Gamella.  Ele também participou da mesa redonda “Os desafios de uma comunicação popular”. A temática reuniu pesquisadores como Marivania Furtado, cientista social, professora, coordenadora do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Lutas Sociais, Igualdade e Diversidade (Lida), da UEMA, Ed Wilson Araújo, jornalista e professor do Curso de Rádio e TV da UFMA, atual presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-MA) e Pedro Ribeiro Nogueira, jornalista, um dos fundadores da Agência Pavio (São Paulo).
 

Ao longo de dois dias, profissionais de comunicação, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco, ativistas, sindicatos, pesquisadores, pastorais sociais, comunicadores populares e estudantes reuniram-se para debater a temática central do seminário “Comunicação e Poder no Maranhão”. Por meio de uma metodologia participativa, debateram a partir dos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos de que  todo ser humano tem direito à liberdade de opinião, expressão. “Um direito que inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”, enfatizou Emílio Antonio Azevedo, jornalista e um dos organizadores do Seminário.
 

Ao final do evento, foi lida a da carta do I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão. Entre as propostas para uma comunicação comprometida com a função social, a criação de uma agência alternativa de comunicação; Tambores. O professor Edwilson Araújo, defensor da proposta, ressaltou que os movimentos sociais estão articulados (mais de 30 apoiaram o Seminário). “Já estamos mobilizados, temos conteúdos para divulgar, o que precisamos iniciar é a produção desse conteúdo”, explicou.
 

Além da própria Associação Brasileira de Rádios Comunitários que orienta sobre a geração de conteúdo (no Maranhão, o projeto é desenvolvido pela ABRAÇO/MA), o seminário trouxe também a oficina Produção de Vídeo. Uma experiência da agência alternativa de comunicação Pavio Curto (SP) realizada pelos  jornalistas, Caio Castor e Pedro Ribeiro Nogueira. A atividade foi direcionada para a produção de vídeo-reportagem (inclusive com o uso do celular), utilizando teorias e técnicas do cinema popular, do jornalismo de guerrilha e do documentário. O objetivo foi fortalecer o surgimento de novos comunicadores  populares, ajudando a desconstruir a figura vertical do comunicador, propondo a ação audiovisual como ferramenta de mobilização e transformação social.

 

Os organizadores do I Seminário “Comunicação e poder no Maranhão” foram Jornal Vias de Fato, Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-MA), Coletivo Nódoa, Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, CSP-Conlutas, Sindicato dos Bancários, Blog Buliçoso, Movimento de Defesa da Ilha de São Luís, Carabina Filmes, Casa 161 (residência artística) e da Apruma, entidade que representa os professores da Universidade Federal do Maranhão e que estará também assinando os certificados.   Entre os apoiadores está o Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação (OBEEC/UFMA), além de pastorais sociais, grupos de estudos universitários, defensores dos direitos humanos, coletivos, movimentos e sindicatos. O seminário tem o apoio pedagógico do Núcleo Piratininga de Comunicação e da Sociedade Maranhense de Mídia Alternativa e Educação Popular Mutuca.

 

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), atua no Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins, com o apoio da União Europeia. As ações são direcionadas para o fortalecimento da luta pela existência e implementações das políticas públicas que assegurem e resguardem os direitos das comunidades e povos e tradicionais como as quebradeiras de coco babaçu.

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