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Pesquisa detalha modo tradicional de viver das quebradeiras de coco babaçu no sudeste do Pará

7-May-2018

As lutas por acesso a terra e babaçuais, a situação socioambientais e à floresta de babaçu são alguns dos resultados a serem apresentados na próxima terça-feira, dia 08 de maio, no Auditório do Campus I - UNIFESSPA , em Marabá, no Pará. As informações integram o Mapa “NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DOS BABAÇUAIS: Mapeamento Social da Região Ecológica do Babaçu” a ser apresentado em seminário que debaterá os desafios a serem enfrentados pelas quebradeiras de coco babaçu. Além do Piauí, a pesquisa também foi desenvolvida nos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. O trabalho integra o projeto da Nova Cartografia Social da Amazônia – PNCSA e do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins.

 

A pesquisa foi realizada junto às quebradeiras de coco babaçu com o objetivo de mapear as organizações, situações sociais e os aspectos relevantes das relações constituídas nas áreas de incidência dos babaçuais. No Pará, por exemplo, é fato que as comunidades tradicionais, como quilombolas e quebradeiras de coco babaçu, que desenvolvem atividade extrativa, estão sendo ameaçadas por fazendeiros e pela indústria de cerâmicas que utilizam o coco babaçu como carvão em seus fornos.

 

Outro desafio a ser enfrentado por essas comunidades são a violência psicológica e física sofrida pelos moradores.  As quebradeiras de coco babaçu de São Domingos do Araguaia, São João do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará e comunidades vizinhas vivem sob ameaça. Elas são proibidas pelos fazendeiros, por meio de cercas eletrificadas e presença de jagunços, de acessarem os babaçuais, além de enfrentarem uma forte concorrência das industriais de cerâmica da região que compram dos fazendeiros grandes carregamentos de coco babaçu para alimentar os fornos na produção da cerâmica queimando o fruto todo, impossibilitando assim, o desenvolvimento de uma cadeia de produtos sustentáveis do coco.

 

Para se ter uma ideia, do coco babaçu são retirados mais de 60 produtos. Na prática ao vender o babaçu para as carvoarias, em média por R$ 2,50, os que se dizem donos da terra ameaçam um modo de vida tradicional.  Do mesmo saco de coco babaçu vendido para as carvoarias e transformado em cinzas, as quebradeiras o transformam sustentavelmente em produtos que podem render até R$ 200,00 (Duzentos Reais) para o sustento da família e principalmente, para a manutenção dos costumes das mulheres quebradeiras de coco babaçu.

 

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), atua no Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins, com o apoio da União Europeia. As ações são direcionadas para o fortalecimento da luta pela existência e implementações das políticas públicas que assegurem e resguardem os direitos das comunidades e povos e tradicionais como as quebradeiras de coco babaçu.

 

Violência no Pará

 

O Pará é um dos estados mais violentos em termos de conflito no campo. Recentemente a Comissão Pastoral da Terra lançou as estatísticas referentes ao número de assassinatos no país. O Pará ficou em primeiro lugar no rancki

 

ng em 2017, com 21 mortes.

 

Em 2016, foram registrados 422 conflitos envolvendo povos e comunidades tradicionais (as quebradeiras estão incluídas nesta categoria) de um total de 1.536 (um aumento de 30% com relação a 2015). Do total de 422, 183 conflitos estavam no MA, PA,PI e TO. De 2015 para 2016 registra-se aumento de 40% de violência contra Povos e Comunidades Tradicionais nos quatro Estados: MA,PA,PI e TO.

 

O quê: Lançamento do Mapa “NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DOS BABAÇUAIS: Mapeamento Social da Região Ecológica do Babaçu”

Quando: 08 de maio

Horas: 14h

Local: Auditório do Campus I - UNIFESSPA , em Marabá, no Pará.

 

 

 

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