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Homenagem e reconhecimento a história de Maria Querobina, quebradeira de coco babaçu da região Tocantina no Maranhão

28-Feb-2019

Em uma tarde marcada por emoção e relatos históricos de quem dedicou um

 

a vida a luta pelo acesso livre ao território foi lançado o livro “Sou uma mulher praticamente livre”’. A obra, resultado de parceria entre a Nova Cartografia Social da Amazônia’ e o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu do Maranhão, Pará, Piaui e Tocantins, traz a experiência da militância nos movimentos sociais da quebradeira de coco babaçu Maria Querobina da Silva Neta, atuante na região Tocantina do Maranhão.

 

O lançamento do livro “Sou uma mulher praticamente livre”’ aconteceu na última terça-feira, no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Imperatriz. Representantes de várias instituições estiveram presentes. Entre elas: CENTRU, Fórum de Mulheres de Imperatriz, UEMASUL, presidente do PR regional, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Governo do Estado, Cartografia Social, FETAEMA.

O MIQCB foi representante pela equipe técnica e as coordenadoras, Francisca Nascimento e Eunice Costa. “Ter a nossa história contada em livros é deixar uma historia registrada das quebradeiras de coco babaçu. Isso é uma satisfação para o Movimento e só vem a fortalecer o MIQCB”, enfatizou Francisca Nascimento, coordenadora.

 

 Para a professora Euciane Araújo, da Cartografia Social, o projeto traz a história de vida das lideranças da quebra do coco babaçu no sentido de contribuir para a construção da memória  da luta das quebradeiras de coco babaçu. “Esse é o segundo livro, foi registrado a vida e luta de Dona Cledeneuza Maria Bizerra Oliveira, coordenadora financeira do MIQCB e da regional do Pará. O livro foi intitulado “Sou filha de quebradeira de coco” e lançado em 2018 em Marabá (PA). O livro faz parte da ‘Coleção narrativas das quebradeiras de coco babaçu’ e ganhou mais uma obra; “Sou uma mulher praticamente livre”.   

 

Sobre Maria Querobina

 

“Essa história vem de muitos anos, do envolvimento com o movimento social, da organização do MIQCB, uma história de luta e resistente que me fez essa mulher praticamente livre”, disse dona Maria Querobina.. Ela foi escolhida para fazer parte da obra porque tem sua trajetória de vida marcada pela sua militância social no movimento de trabalhadoras rurais e é conhecida por sua luta em defesa da terra, sobretudo, pelo desejo de ter um lugar para plantar e colher, algo proibido por grandes empesas que cercam os assentamentos da região. 

 

Maria Querobina dos Santos sempre esteve à frente dos movimentos sociais em defesa da terra de Imperatriz. Certa vez em entrevista realizada em 2012 para o site ‘Nova Cartografia Social da Amazônia’, ela fez uma análise de conjuntura a respeito do que ocorria em seu povoado.  

Segundo ela, a luta começou quando houve a ampliação do eucalipto na região de Imperatriz que iniciou com a Companhia Energética do Maranhão (CEMAR) comprando milhares de hectares da “agricultura familiar” e com isto devastaram os recursos naturais.  

 

“Onde pescávamos, tinha muito extrativismo, muito açaí, muito babaçu. Depois vem a Suzano. Com esses grandes empreendimentos está sendo implantada é uma grande potência que compra o público, compra a imprensa e tem potência de cooptação de lideranças. E o BNDES que não financia um centavo para os trabalhadores financia milhões para as empresas. Nós temos que mandar recado para o BNDES sobre aquele povo que está sendo retirado das comunidades pelos projetos que ele financia”, esclareceu.  

 

Querobina é uma mulher que denunciava a ação de projetos ditos desenvolvimentistas e presa pela resistência dos trabalhadores rurais.  “Não se produz arroz, não é porque não se planta, mas é porque morre antes de botar cacho, o mesmo ocorre com o cacho da fruta. As acerolas e as laranjas estão tendo uma doença absurda, a pira preta no pé da laranja, da acerola que elas morrem”, disse em tom de revolta em entrevista ao site ‘Nova Cartografia Social da Amazônia’.  

 

A quebradeira de coco foi diretora do Sindicato dos Trabalhadores Trabalhadoras Rurais (STTR) de Imperatriz. 

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